sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Os primeiros "amassos"


Adolescência é o tempo em que tudo passa muito rápido e tudo é sempre mais intenso. No meu caso os namoradinhos passavam rápido, duravam em média dois meses de “ficadas” e a fila já andava. Em compensação, o sentimento era muito forte e o convívio diário.


A paixão louca de beijar na boca vários minutos seguidos, trocando salivas e agarrando aparelhos é uma técnica desenvolvida na adolescência. Durante os longos “amassos" sentimos uma série de calafrios estranhos que ainda não sabemos o que é. Tudo é novo e gostoso!

Com quatorze anos eu dei meu primeiro amasso com meu primeiro namorado. A explosão de hormônios da adolescência, mais o perfume Azarro, que muitos garotos usavam na época, uma bala de cereja na boca, o remelexo da lambada e um cantinho escuro. Tudo isso somado a dois corpos jovens equivale a um “super” amasso.

O perigo maior estava em entrar nos carros. O gatinho logo se transformava num polvo e as duas mãos se transformavam em oito e tentavam passar por todos os cantos do corpo. Mãos pra lá e pra cá, e a boca colada, olhos fechados, respiração ofegante, música lenta e o vidro do carro logo embaçava.

Em 1990 quase todos os garotos de 15 anos andavam de carro pela cidade, por isso, o local era bem propício para namorar. Sempre havia uma desculpa. Na maioria das vezes todos os carros da cidade vão para o mesmo lugar tranquilo e com uma linda vista. Estranho isso, não é? Todos querendo ficar juntos em um momento tão íntimo! Acho que é para dar segurança. Pois é, não era de bom tom ir nesse lugar, mas todos iam... e era muito bom poder ver quem aparecia por ali.

Nessa idade meus “amassos” não passavam disso, mas a sensação de prazer era tão forte que eu gostaria muito de tê-los novamente. Dentro ou fora do carro, uma esfregação pélvica com calça jeans, beijos nunca dantes navegados, prazeres nunca dantes mensurados. Pelos muros da cidade, embaixo de cada poste, a cada minuto um beijo que durava uma eternidade.

Mas, lembrem-se: não passar disso é fundamental para seu desenvolvimento. Porque ficar grávida na adolescência não é nada legal.

Sempre fui pra frente e meus primos coloraram um apelido em mim: “Evolução”. Adoro esse adjetivo que me representa muito bem. Beijar é muito bom. E lembrando da minha adolescência me deu vontade de beijar muuuuuitooooooo. kkkkkkkkkk

P.S Antigos “amassos” são hoje as “pegadas”. Como eu era boa em criar uma gíria, mais tarde denominei de “tchá”. E a pressão pélvica passou a chamar “elevador assassino.”.