quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Fim de ano revoltada

O final do ano pra mim não era muito bom. Chegava dezembro e todos já começavam a fazer planos de festas de reveillon e férias na praia. Eu ficava só escutando e pensando que droga de mãe eu tinha que não me deixava fazer nada.
Primeiro por não ter idade pra viajar com amigas, nem grana pra ir.
Minha mãe dizia que eu não poderia viajar com amigas. Muita loucura! Genteeee, pensem no que eu iria aprontar! Ela costumava pedir pra ligar para os pais, mas nem sempre isso funcionava, pois ela só confiava se fossem pais de Itabira, família tradicional Itabirana.
Depois da minha fuga pra Nova Era, com 16 anos, eu passei o ano novo de castigo. Nem no Atlético Itabirano eu pude ir, mesmo estando ao lado, no casarão dos meus avós.
Lembro que cheguei toda de preto, com uma coleira no pescoço, de meia calça preta, saia, camiseta rasgada.
Fiquei lá na sacada olhando o pessoal chegar no Clube Atlético, com uma tromba enorme.
Meus pais fingiam não estar nem aí.
Fiquei sem conversar com ninguém, nem com meus avós eu deu uma "brecha".
Estava muito "puta" com aquela vida besta que levava.
Minha mãe queria mesmo que eu casasse virgem.
O que ela não entendia é que eu morava sozinha num apartamento em Belo Horizonte, e que só isso já bastava pra fazer tudo aquilo que eu quizesse sem ela saber.
Ficava revoltada com tanta hipocrisia.
Não posso viajar para praia com amigas, mas posso morar sozinha em Beagá. Fala sério, cara!
Os pais devem decidir logo de uma vez:
ou confiam ou não confiam.
Toda vez que eu era contrariada, mesmo estando perto deles, arrumava um jeito de avacalhar tudo!
Mas, quando eles me deixavam fazer algo, ir pra Nova Era por exemplo, ficava tão agradecida, que não aprontava nada. Afinal, tudo é uma questão de revolta!
Por isso eu digo, que esse blog é mais legal para os pais que para os filhos.
As dicas são preciosas.
E adolescente não muda nunca.
Continuam chatos, rebeldes e revoltados.




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