Nunca diga nunca a um adolescente!
O nunca é um combustível que irá afastá-lo para longe da
família.
Não ameace, não use autoridade.
É muito fácil usar as ameaças e o poder do dinheiro para
mandar nos filhos, mas não é o melhor caminho.
Use o "vou pensar" para elaborar estratégias e ajude seus filhos a pensar. Não menospreze a
inteligência desses jovens, mas faça-os compreender que a inteligência deve
ser combinada à vivência/experiência de vida.
Na fase que seus filhos estão iniciando a adolescência é
hora de quebrar preconceitos. Melhor você se adaptar aos novos tempos, do que
seu filho se adaptar aos seus velhos tempos que não voltam mais. Procure
conversar abertamente desde o início, das primeiras experiências afetivas que
sua filha ou filho tem. Os primeiros momentos são os mais importantes e suas
lembranças serão registradas para sempre na memória dessa jovem criatura, ou
para o bem, ou para o mal.
Nesses momentos de franca conversa os pais estão
demonstrando amor e educando.
Não horrorizar, não julgar, não condenar. Fazer o
adolescente pensar.
Queridos papais, vocês não são perfeitos! Seja humilde e use
de pura honestidade com seus filhos. Converse mais! Conte de suas experiências,
tanto frustradas como bem sucedidas. Isso não fará de vocês “os amiguinhos” de
seus filhos, pois não acho que funciona. Isso é mostrar que ninguém é perfeito
e nem você foi, já errou e sabe muito bem no que aquela atitude vai acarretar.
A fé, a força e persistência, o preconceito, o valor que se
dá ao dinheiro e às pessoas, solidariedade, organização e sexualidade. Tudo
isso diz respeito à educação que os pais devem ofertar aos filhos.
Quando eu era adolescente e até meus 30 anos, recebia
cartinhas da minha mãe quando ela queria que eu a escutasse. Ela dizia que não
tinha como conversar comigo, pois eu sempre tinha um argumento na ponta da língua.
As cartinhas não resolviam muito, pois eu sentia uma falta danada do carinho de
uma conversa pessoal. Minha mãe comprou livros sobre sexualidade, mas não era a
mesma coisa que conversar sobre meu primeiro namorado, meu primeiro beijo e
outras coisas. Eu sei que ela teve boas intenções, mas me perdi em conselhos
bobos de amigas, pois se a minha mãe não os dava eu pedia que minhas colegas me
dessem boas ideias. E dessas conversas, com as amigas da mesma idade, só saíam
besteira, pois quem são elas pra me aconselhar? Adolescentes como eu, que não
sabem de nada, não tem experiência de vida, são ingênuas e puras.
A sexualidade deve ser tratada de forma natural. Seios
crescendo, pelos púbicos, espinhas, menstruação, masturbação, polução noturna.
O importante é falar sobre isso cientificamente e se lembrar do imenso mundo de
besteiras da internet. Melhor você ensinar do que eles procurarem no vasto
mundo digital, onde se encontra de tudo mesmo.

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