domingo, 4 de janeiro de 2015

Dica aos pais



Nunca diga nunca a um adolescente!
O nunca é um combustível que irá afastá-lo para longe da família.
Não ameace, não use autoridade.
É muito fácil usar as ameaças e o poder do dinheiro para mandar nos filhos, mas não é o melhor caminho.
Use o "vou pensar" para elaborar estratégias e ajude seus filhos a pensar. Não menospreze a inteligência desses jovens, mas faça-os compreender que a inteligência deve ser combinada à vivência/experiência de vida.
Na fase que seus filhos estão iniciando a adolescência é hora de quebrar preconceitos. Melhor você se adaptar aos novos tempos, do que seu filho se adaptar aos seus velhos tempos que não voltam mais. Procure conversar abertamente desde o início, das primeiras experiências afetivas que sua filha ou filho tem. Os primeiros momentos são os mais importantes e suas lembranças serão registradas para sempre na memória dessa jovem criatura, ou para o bem, ou para o mal.
Nesses momentos de franca conversa os pais estão demonstrando amor e educando.
Não horrorizar, não julgar, não condenar. Fazer o adolescente pensar.
Queridos papais, vocês não são perfeitos! Seja humilde e use de pura honestidade com seus filhos. Converse mais! Conte de suas experiências, tanto frustradas como bem sucedidas. Isso não fará de vocês “os amiguinhos” de seus filhos, pois não acho que funciona. Isso é mostrar que ninguém é perfeito e nem você foi, já errou e sabe muito bem no que aquela atitude vai acarretar.
A fé, a força e persistência, o preconceito, o valor que se dá ao dinheiro e às pessoas, solidariedade, organização e sexualidade. Tudo isso diz respeito à educação que os pais devem ofertar aos filhos.
Quando eu era adolescente e até meus 30 anos, recebia cartinhas da minha mãe quando ela queria que eu a escutasse. Ela dizia que não tinha como conversar comigo, pois eu sempre tinha um argumento na ponta da língua. As cartinhas não resolviam muito, pois eu sentia uma falta danada do carinho de uma conversa pessoal. Minha mãe comprou livros sobre sexualidade, mas não era a mesma coisa que conversar sobre meu primeiro namorado, meu primeiro beijo e outras coisas. Eu sei que ela teve boas intenções, mas me perdi em conselhos bobos de amigas, pois se a minha mãe não os dava eu pedia que minhas colegas me dessem boas ideias. E dessas conversas, com as amigas da mesma idade, só saíam besteira, pois quem são elas pra me aconselhar? Adolescentes como eu, que não sabem de nada, não tem experiência de vida, são ingênuas e puras.
A sexualidade deve ser tratada de forma natural. Seios crescendo, pelos púbicos, espinhas, menstruação, masturbação, polução noturna. O importante é falar sobre isso cientificamente e se lembrar do imenso mundo de besteiras da internet. Melhor você ensinar do que eles procurarem no vasto mundo digital, onde se encontra de tudo mesmo.



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