domingo, 20 de julho de 2014

Sexo? Só o científico!


Depois do “sexo para adolescentes”, o sexo científico, apresentado na Feira de Ciências da escola. Fiquei pensando realmente que era especialista no assunto sexo. Foram dois anos consecutivos estudando e falando sobre o assunto: As transformações no corpo de meninos e meninas, a relação sexual, contracepções e os nove meses de gravidez e desenvolvimento do bebê.
Com 15 anos eu palestrava para meus colegas e professores sobre sexo. Mas, na prática eu não sabia nada. Algumas perguntas “maldosas” eu não sabia responder, principalmente quando envolvia linguajar “xulo” que não aprendi nos livros e nem na vida real.
Minha mãe não conversava sobre essas coisas, mas me deu o livro da Marta Suplicy que gerou os dois anos de projetos na Feira de Ciências e dois prêmios de primeiro lugar. O que faltava na minha vida naquele momento não era conhecimento e nem conversas com mamãe, faltava um namorado.
Infelizmente eu não arrumava namorado. Tudo por causa daquela história do menino da Brasília azul que pensou que o traí com o menino do fusca branco. Se você quiser saber melhor sobre a falsa traição tem que ler o texto sobre isso aqui nesse blog. Mas, só eu sei da verdade e minhas amigas mais íntimas, para o resto da galera eu fiquei com fama de menina fácil, aquela que não dá pra confiar. Que menino ia querer namorar uma menina assim? Ah, se todos soubessem como fiquei traumatizada com essa armação! Eu pensava e penso até hoje: “O que eu fiz pra merecer isso?”.
Eu era apaixonada com o príncipe loiro da Brasília azul, queria muito ter vivido as primeiras experiências com ele. Mas, o destino não quis assim. Fui retirada à força desse caminho cor de rosa.
Era muito estudiosa e me destacava nas redações. Sempre gostei de escrever. Escrever é bom, mas reler meus pensamentos é melhor ainda.
Como não tinha parceiro, demorei muito a praticar o tão aclamado ato sexual.
Aos 15 anos e 6 meses eu me mudei par Belo Horizonte e foquei nos estudos. Pelo menos tentei focar nos estudos, porque logo apareceu uma garota no colégio novo que ia mudar minha história. DILÚVIA: um dilúvio de mulher.
Mas, voltando ao assunto desse texto. Eu fiquei dos 15 aos 17 anos e 6 meses tentando arrumar um parceiro para conseguir dar fim à minha virgindade.
Não deu pra ser certinho, daquele jeito cor de rosa que falei anteriormente, com namorado de anos e tal, então o jeito era planejar tudo. Enquanto isso eu trainei bastante com os “ficantes”. E a gente beijava muito e ficava até com a boca doendo.
Uma vez, eu beijei tanto um garoto de aparelho nos dentes que o negócio engatou um no outro, afinal eu também usei aparelho até os 16 anos. Foi muito constrangedor. A gente estava num canto da festa e por lá ficamos. Até parece que ia pedir ajuda, esperar um dentista? Forçamos para trás as cabeças e acabamos arrebentando os aparelhos dentários. Melhor entortar o ferro do que quebrar os dentes. Aiaiaiaiaiaia
Cada beijo é uma emoção diferente.
E os garotos ficavam querendo muito mais, mas eu estava concentrada nos estudos em Belo Horizonte. Meu primeiro ano na capital, vivendo com meu irmão, sem pai e nem mãe. Aiaiaiaiai
A vida na capital mineira não foi fácil pra uma menina de 15 anos e 6 meses. Muita cobrança dos pais para que a gente tivesse juízo e estudasse o máximo que pudesse. Aproveitar a oportunidade e não fazer besteira.
Eu estava no foco.
Nada de sexo na prática, apenas o científico e só.



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