Depois do
“sexo para adolescentes”, o sexo científico, apresentado na Feira de Ciências
da escola. Fiquei pensando realmente que era especialista no assunto sexo.
Foram dois anos consecutivos estudando e falando sobre o assunto: As
transformações no corpo de meninos e meninas, a relação sexual, contracepções e
os nove meses de gravidez e desenvolvimento do bebê.
Com 15 anos
eu palestrava para meus colegas e professores sobre sexo. Mas, na prática eu
não sabia nada. Algumas perguntas “maldosas” eu não sabia responder,
principalmente quando envolvia linguajar “xulo” que não aprendi nos livros e
nem na vida real.
Minha mãe
não conversava sobre essas coisas, mas me deu o livro da Marta Suplicy que
gerou os dois anos de projetos na Feira de Ciências e dois prêmios de primeiro
lugar. O que faltava na minha vida naquele momento não era conhecimento e nem
conversas com mamãe, faltava um namorado.
Infelizmente
eu não arrumava namorado. Tudo por causa daquela história do menino da Brasília
azul que pensou que o traí com o menino do fusca branco. Se você quiser saber
melhor sobre a falsa traição tem que ler o texto sobre isso aqui nesse blog.
Mas, só eu sei da verdade e minhas amigas mais íntimas, para o resto da galera
eu fiquei com fama de menina fácil, aquela que não dá pra confiar. Que menino
ia querer namorar uma menina assim? Ah, se todos soubessem como fiquei
traumatizada com essa armação! Eu pensava e penso até hoje: “O que eu fiz pra
merecer isso?”.
Eu era
apaixonada com o príncipe loiro da Brasília azul, queria muito ter vivido as
primeiras experiências com ele. Mas, o destino não quis assim. Fui retirada à
força desse caminho cor de rosa.
Era muito
estudiosa e me destacava nas redações. Sempre gostei de escrever. Escrever é
bom, mas reler meus pensamentos é melhor ainda.
Como não
tinha parceiro, demorei muito a praticar o tão aclamado ato sexual.
Aos 15 anos
e 6 meses eu me mudei par Belo Horizonte e foquei nos estudos. Pelo menos
tentei focar nos estudos, porque logo apareceu uma garota no colégio novo que ia
mudar minha história. DILÚVIA: um dilúvio de mulher.
Mas,
voltando ao assunto desse texto. Eu fiquei dos 15 aos 17 anos e 6 meses
tentando arrumar um parceiro para conseguir dar fim à minha virgindade.
Não deu pra
ser certinho, daquele jeito cor de rosa que falei anteriormente, com namorado
de anos e tal, então o jeito era planejar tudo. Enquanto isso eu trainei
bastante com os “ficantes”. E a gente beijava muito e ficava até com a boca
doendo.
Uma vez, eu
beijei tanto um garoto de aparelho nos dentes que o negócio engatou um no
outro, afinal eu também usei aparelho até os 16 anos. Foi muito constrangedor.
A gente estava num canto da festa e por lá ficamos. Até parece que ia pedir
ajuda, esperar um dentista? Forçamos para trás as cabeças e acabamos arrebentando
os aparelhos dentários. Melhor entortar o ferro do que quebrar os dentes.
Aiaiaiaiaiaia
Cada beijo é
uma emoção diferente.
E os garotos
ficavam querendo muito mais, mas eu estava concentrada nos estudos em Belo
Horizonte. Meu primeiro ano na capital, vivendo com meu irmão, sem pai e nem
mãe. Aiaiaiaiai
A vida na
capital mineira não foi fácil pra uma menina de 15 anos e 6 meses. Muita
cobrança dos pais para que a gente tivesse juízo e estudasse o máximo que
pudesse. Aproveitar a oportunidade e não fazer besteira.
Eu estava no
foco.
Nada de sexo
na prática, apenas o científico e só.

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