segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Amigas e primas




Sou quem sou por causa da minha família.
Sempre me considerei uma pessoa feliz por todas as coisas boas que encontrei dentro de casa.
Família grande e unida é sinal de muitos primos. Tive a felicidade de ter vários com idades próximas e gostos parecidos. Por isso, eu e meus irmãos, nas férias, podíamos encontrar e passar temporadas uns nas casas dos outros.
Os primos ajudam bem nas primeiras saídas. Quando eu tinha 13 anos minha mãe só deixava sair à noite para bares com meu irmão mais velho ou com meus primos. Ou também, quando pegavam confiança nas minhas amigas e conheciam os pais dela. Assim, deixavam que elas dormissem na minha casa e vice versa. De qualquer forma eu tinha horário marcado para voltar, que era às dez da noite. Se fosse festa de 15 anos ou baile de réveillon e carnaval o horário era duas da madrugava.
Eu tinha primas e primos legais, por parte de mãe e por parte de pai. Mas, é claro que preferimos conviver com nosso mesmo sexo quando crianças.
Quando éramos crianças eu e minhas primas assistíamos ao programa infantil matinal de TV, Balão Mágico. As músicas do grupo são ótimas e por isso eu escuto até hoje. O programa era unanimidade entre crianças e jovens, até os adultos gostavam. Tinha música, teatro, convidados especiais e desenhos animado. Um momento “revival” do Balão Mágico sempre tem por aí, nas festas dos anos 80. Depois de crescer um pouquinho e nos tornarmos pré-adolescentes, ficamos enlouquecidas por um grupo de meninos bonitos de Porto Rico. Dançávamos e cantávamos juntas as músicas do grupo “Menudo” o dia inteiro. Colecionava tudo deles e quando eles vieram ao Brasil, nós nos aventuramos a ir num “big” show no maior estádio de Minas Gerais.
Eu e minhas primas criamos músicas juntas. Até hoje curtimos muito nossas canções com ritmos variados e letras engraçadas. Agora estamos repassando as músicas para nossos filhos, que vibram com a coreografia ensaiada.
Minhas primas eram minhas cúmplices e confidentes. Com apenas 13 anos já sentíamos que nossa amizade perduraria para sempre. 
Elas sabem de tudo que passou pelo meu coração e eu também sei das primeiras emoções da vida delas. Por isso, a cada reencontro, ficamos nos lembrando de cada momento vivido. É claro que damos boas gargalhadas falando sobre nossas peripécias.

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