Sou quem sou
por causa da minha família.
Sempre me
considerei uma pessoa feliz por todas as coisas boas que encontrei dentro de
casa.
Família
grande e unida é sinal de muitos primos. Tive a felicidade de ter vários com
idades próximas e gostos parecidos. Por isso, eu e meus irmãos, nas férias,
podíamos encontrar e passar temporadas uns nas casas dos outros.
Os primos
ajudam bem nas primeiras saídas. Quando eu tinha 13 anos minha mãe só deixava
sair à noite para bares com meu irmão mais velho ou com meus primos. Ou também,
quando pegavam confiança nas minhas amigas e conheciam os pais dela. Assim,
deixavam que elas dormissem na minha casa e vice versa. De qualquer forma eu
tinha horário marcado para voltar, que era às dez da noite. Se fosse festa de
15 anos ou baile de réveillon e carnaval o horário era duas da madrugava.
Eu tinha
primas e primos legais, por parte de mãe e por parte de pai. Mas, é claro que
preferimos conviver com nosso mesmo sexo quando crianças.
Quando
éramos crianças eu e minhas primas assistíamos ao programa infantil matinal de
TV, Balão Mágico. As músicas do grupo são ótimas e por isso eu escuto até hoje.
O programa era unanimidade entre crianças e jovens, até os adultos gostavam. Tinha
música, teatro, convidados especiais e desenhos animado. Um momento “revival”
do Balão Mágico sempre tem por aí, nas festas dos anos 80. Depois de crescer um
pouquinho e nos tornarmos pré-adolescentes, ficamos enlouquecidas por um grupo
de meninos bonitos de Porto Rico. Dançávamos e cantávamos juntas as músicas do
grupo “Menudo” o dia inteiro. Colecionava tudo deles e quando eles vieram ao
Brasil, nós nos aventuramos a ir num “big” show no maior estádio de Minas
Gerais.
Eu e minhas
primas criamos músicas juntas. Até hoje curtimos muito nossas canções com
ritmos variados e letras engraçadas. Agora estamos repassando as músicas para
nossos filhos, que vibram com a coreografia ensaiada.
Minhas
primas eram minhas cúmplices e confidentes. Com apenas 13 anos já sentíamos que
nossa amizade perduraria para sempre.
Elas sabem
de tudo que passou pelo meu coração e eu também sei das primeiras emoções da
vida delas. Por isso, a cada reencontro, ficamos nos lembrando de cada momento
vivido. É claro que damos boas gargalhadas falando sobre nossas peripécias.

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