Sempre gostei de cinema. Minhas agendas são recheadas de
títulos de filmes.
Em 1989 assisti E.T. o extraterrestre e tive soluços de
tanto chorar, no cinema e minha mãe morreu de vergonha. Salsa, um filme quente,
por causa do protagonista, Robby Rosa, ex integrante do Menudo. Blade Runner,
Caçador e Andróide, ícone da ficção científica e considerado filme “cult” até
hoje. Quando a turma sai de férias, A Hora do Espanto (melhor filme de vampiro
de todos os tempos) com trilha sonora que me deixou apaixonada com o vampiro e
sua coreografia sensual. Daryl, O garoto do futuro, Top Gun, Ases Indomáveis,
com o gatíssimo e famosíssimo Tom Cruise.
Em 1990 eu assisti: Namorada de aluguel, Karatê Kid,
Querida Encolhi as crianças, A noite das brincadeiras mortais, A Hora do
Pesadelo, Luz da Fama, Porcky´s, 3 solteirões e 1 bebê, Poltergeist, Sociedade
dos Poetas Mortos, Pecado de Guerra, Nascido 7 de junho, Batman, Uma linda
mulher, Uma escola atrapalhada, Uma dupla quase perfeita, Drácula, Pacto de
Sangue.
Quase todo final de semana a gente ia ao cinema e nos
dias de semana eu pegava filmes na locadora.
No cinema eu não comia pipoca por causa do aparelho fixo
nos dentes. E se alguém visse um pedaço de pipoca preso ali? Um mico enorme! E
se rolasse uma paquera? Beijo com pipoca não dá.
Foi em 1990, depois de assistir Karatê Kid 3 e ir com as
amigas para o barzinho mais movimentado da cidade, que eu fiquei com meu
segundo carinha.
A grande preocupação é se o garoto usava aparelho.
Afinal, existia o medo dos dois aparelhos agarrarem, engancharem, e a gente ter
que parar no dentista para desgarrar as duas bocas beijantes.
Ainda bem que o gatinho não tinha aparelho, então o beijo
estava liberado. Quanto mais demorado melhor. Quando a gente é jovem a gente
beija muito. Eu e minhas amigas falávamos quantos minutos o beijo tinha durado,
e isso era como se fosse uma competição. Durante esse longo beijo de olhos
fechados o menino tentava passar a mão em locais proibidos. Eles tentavam
apalpar as pernas e os peitos, mas com apenas 14 anos eu achava aquilo um
absurdo!
As salas de cinema eram um bom esconderijo para a
“pegação”. Por isso, muitas vezes tinha que rever o filme em casa depois, pois
eu nem olhava para a tela.
Como era bom beijar, só beijar!

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