sábado, 15 de fevereiro de 2014

Pegação no cinema

 
Sempre gostei de cinema. Minhas agendas são recheadas de títulos de filmes.
Em 1989 assisti E.T. o extraterrestre e tive soluços de tanto chorar, no cinema e minha mãe morreu de vergonha. Salsa, um filme quente, por causa do protagonista, Robby Rosa, ex integrante do Menudo. Blade Runner, Caçador e Andróide, ícone da ficção científica e considerado filme “cult” até hoje. Quando a turma sai de férias, A Hora do Espanto (melhor filme de vampiro de todos os tempos) com trilha sonora que me deixou apaixonada com o vampiro e sua coreografia sensual. Daryl, O garoto do futuro, Top Gun, Ases Indomáveis, com o gatíssimo e famosíssimo Tom Cruise.
Em 1990 eu assisti: Namorada de aluguel, Karatê Kid, Querida Encolhi as crianças, A noite das brincadeiras mortais, A Hora do Pesadelo, Luz da Fama, Porcky´s, 3 solteirões e 1 bebê, Poltergeist, Sociedade dos Poetas Mortos, Pecado de Guerra, Nascido 7 de junho, Batman, Uma linda mulher, Uma escola atrapalhada, Uma dupla quase perfeita, Drácula, Pacto de Sangue.
Quase todo final de semana a gente ia ao cinema e nos dias de semana eu pegava filmes na locadora.
No cinema eu não comia pipoca por causa do aparelho fixo nos dentes. E se alguém visse um pedaço de pipoca preso ali? Um mico enorme! E se rolasse uma paquera? Beijo com pipoca não dá.
Foi em 1990, depois de assistir Karatê Kid 3 e ir com as amigas para o barzinho mais movimentado da cidade, que eu fiquei com meu segundo carinha.
A grande preocupação é se o garoto usava aparelho. Afinal, existia o medo dos dois aparelhos agarrarem, engancharem, e a gente ter que parar no dentista para desgarrar as duas bocas beijantes.
Ainda bem que o gatinho não tinha aparelho, então o beijo estava liberado. Quanto mais demorado melhor. Quando a gente é jovem a gente beija muito. Eu e minhas amigas falávamos quantos minutos o beijo tinha durado, e isso era como se fosse uma competição. Durante esse longo beijo de olhos fechados o menino tentava passar a mão em locais proibidos. Eles tentavam apalpar as pernas e os peitos, mas com apenas 14 anos eu achava aquilo um absurdo!
As salas de cinema eram um bom esconderijo para a “pegação”. Por isso, muitas vezes tinha que rever o filme em casa depois, pois eu nem olhava para a tela.
Como era bom beijar, só beijar!

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